Archive for the ‘Papo Sério.’ Category
Dobermans…
Muitos aqui sabem que eu tenho 4 Dobermans em casa e que eles são minhas paixões… Sério. Tenho devoção por eles não apenas por serem extremamente amáveis,- mas por serem inteligentes, confiáveis, doces, enfim… são o TOP dos caninos ao meu ver…
Apesar de muitos acharem que raças de guarda são perigosas eu ainda defendo não apenas observar o perfil da raça, mas também como seus donos os tratam… Normalmente cães que atacam os donos ou pessoas por ai passam por graves mal tratos e são negligenciados, regularmente tais donos deixam seu cão em espaços pequenos, sob sol e chuva sem ofertar abrigo adequado, aplicam grandes punições físicas, deixam com pouca alimentação e água… Assim, quando eu vejo muitos defendendo a extinção das raças caninas de guarda eu respondo: Façam uma extinção com seus donos irresponsáveis e cruéis.
Prova desse meu ponto de vista é a reportagem que segue:
![]() |
| De Tiny Dancer. |
“A foto mostra uma cadela dobermann lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente. Ela estava prenha.
O bombeiro teve medo dela no incêndio, pois nunca antes ele tinha resgatado um dobermann. Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar. O fotógrafo do jornal , notou o dobermann olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhotes e o lambeu, em gratidão por tê-la salvo.
*Garanto que algumas pessoas sequer agradeceriam, e teriam o pensamento de que o bombeiro não fez mais do que seu trabalho. Um animal como essa cadela não tem um pensamento mesquinho como esse, mas infelizmente, muitos humanos tem.” (Daqui)
Nó em todas as gargantas.
Porque quando ela passa perto da gente o nó na garganta aparece… nunca estamos preparados para a nossa ou para a de ninguém… é uma percepção violenta, transgressora, caótica, dependendo do momento que nos encontramos… estar preparado para suportar qualquer sombra dela é tarefa para além de uma vida toda…
“Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.” (Rubem Alves)
“Morrer é uma transgressão. Morrer não tem graça nenhuma.” (Martha Medeiros.)
![]() |
| De Tiny Dancer. |
Come Away With Me…
Já encontrei um template novo do blog, mas só estamos esperando aparecer um tempinho para colocar e atualizarmos tudo o que precisa ser atualizado…
☮
Passo aqui mais para discorrer beeem brevemente, quase um desabafo, sobre como ando paranóica… tá, mentira, eu não estou paranóica (Negando?), eu ando preocupada mesmo em como lidar com as pessoas que me cercam respeitando o momento de cada um… É difícil demais você conciliar o seu momento com o do outro, tomar cuidado para não sair faíscas e contribuir de alguma forma para o amadurecimento de ambos; e eu não consigo muito bem, porque afinal, as histórias de vida são também, bem como o que eu e a pessoa aprendemos nessa jornada…
O fato é que quando momentos muito delicados tomam a vida de alguém muito próximo a você e você se vê obrigado a dedilhar esse momento com a pessoa, você tem que parar de enxergar o acontecimento como seu, do seu ponto de vista e entrar na alma do outro como se fosse a sua, porque, eu percebo isso lentamente, se não fizer isso, você continua a obrigar a pessoa a transpor passos que ela não deu ainda e que talvez ainda nem seja o momento de realizar. Então basta apenas a você ficar ali no suporte, no acolhimento e torcer que passe rápido, que a pessoa não sofra mais do que aguente, e ficar esperto para recolher qualquer caco que venha a cair e cicatrizar o que tenha que ser cicatrizado.
![]() |
| De Tiny Dancer. |
retire ronald
Vi apenas ontem na TV que está rolando toda uma campanha para que o Ronald McDonald se aposente e deixe a criancinha em paz comendo seus legumes…
Sinceramente? Acho desnecessário… e explico.
Por mais que seja um palhaço, que seja voltado ao mundo infantil, que tenha seus mc’s feliz, etc… não penso que uma criança consuma apenas pelo fato de ser o palhaço em si ou em suas propagandas…
Uma criança consome Mcdonalds porque seus pais TAMBÉM consomem… e se esta criança consome muito, é porque seus pais TAMBÉM consomem muito!! E a levam TODAS as vezes para consumir com eles…
Agora eu me pergunto: É o palhaço que faz os pais irem? É o palhaço que faz com que as crianças comam o hamburguer? É o palhaço que faz as crianças engordarem?
Ou seriam esses pais que não a levam em outro restaurante? que não mostram outro tipo de comida? que não a levam em lanchonetes com menos conservantes? que não colocam seus filhos para se exercitar, mas sim apenas na aulinha de inglês e no videogame após?
E sim, por mais que uma criança berre, esperneie, grite, que quer ir comer no Mc, cabe a seus progenitores, cuidadores, responsáveis, permitir ou não se elas vão…
Se a pessoa não tiver seu hábito desde pequena, porque seus pais assim a permitiram, dificilmente ela terá quando adulta, e quando adulta for, ela não irá a um restaurante pelo palhaço, mas porque gosta do comida, do preço, da fila…
Então colegas que acham que salvarão o mundo matando o Ronald, a tia avisa: Não vai adiantar! Os pais ainda levarão, as crianças ainda vão engordar e a saúde piorar… Porque? Porque se vocês não olharem esses pais, o futuro dessas crianças acaba ficando MUITO comprometido, e não apenas em alimentação, mas em estudo, educação, civilidade e tantos outros campos tão defasados atualmente.
Lean on me…
Fiquei ausente, mas estou de volta!
E feliiiz!
Por que? Porque para a minha pessoa as seletivas do estágio acabaram, sim, porque aqui na unesp você é obrigado a fazer um estágio em cada área – institucional, individual e grupo – dentro dos oferecidos para as turmas, e logo, vagas contadas com a possibilidade de você não fazer aquilo que quer.
No dia da inscrição eu fiquei quatro horas, QUATRO HORAS, sentada ao lado do coordenador com três fichas, TRÊS FICHAS, diferentes preenchidas, sem saber qual entregar para ele, até que cunhada e Lalis entraram e me empurraram para o que eu já queria fazer: Arriscar! Emitir um comportamento para que o reforço venha (Já dizia Rachel Kerbauy ). E eu fiz. Com um pouco de medo, mas internamente confiante.
Eu me inscrevi nos três estágios que eu sabia que teria gente demais e que iriam para entrevista, mas eram eles que eu queria. Eu queria abocanhar TUDO!
Nunca me dei ao direito de querer muito, sempre tive uma ponta de inferioridade e não prestar atenção nas coisas que eu construia com o tempo, tudo o que eu fazia acabava sempre sem grandes importâncias para mim, mas pelo visto muita gente enxergou o meu valor, a começar a todos que me deram apoio para enfrentar os estágios mais pedidos, seja as duas acima que me empurraram, seja os comentários do twitter, as meninas da sala, a terapeuta, os pais, o cunhado, ‘meu homi’ (que foi O anjo em aturar minha ansiedade). enfim. uma rede de apoio que eu nem me dava conta que tinha. Porque como sempre eu nunca reparei no que construia, nem mesmo na quantidade de pessoas incríveis que me rodeia.
Eu arrisquei tudo, corri o risco de sair rodando infinito nos estágios e acabar em estágios “zuados” para a minha pessoa, corri o risco de chorar litros, mas eu quis rir litros, eu quis ter uma auto estima de litros que eu não tinha há algum tempo e a tive não só por passar nas entrevistas, mas porque a cada entrevista eu era obrigada a vender meu peixe, coisa que nunca fiz, eu era obrigada a parar e pensar no que eu fiz até hoje, no que eu faço, nos meus interesses reais, nas minhas habilidades e justificá-las.
Essa maratona de entrevistas também me serviu para eu me ver mais sorridente, em não ter medo, em não chegar desarrumada ou com a cara fechada e preocupada. Eu chegava tensa, lógico, mas com um sorrisão no rosto, porque afinal pela primeira vez eu fazia algo com certeza, com a certeza de que era isso que eu queria e que não estava deixando passar por medo. Porque mesmo que desse tudo errado eu poderia gritar por ai que eu não tive medo e que eu tentei.
E para mim isso já era libertador!
Foi ainda mais quando os resultados vieram, a cada “Vanessa Fernandes” que aparecia nos selecionados eu vibrava, me aliviava e me sentia no caminho certo. Mas o fato é que parte de mim doía, porque nós acabamos disputando com amigos e colegas, e como sempre, não há vaga para todos, e você enxergar que gente boa, competente, estudiosa que merecia também estar ali e não estava por décimos, por detalhes, é triste, porque você sabe que um potencial vai ter que ser explorado em outra área sem ser aquela.
Por fim, eu realmente passo aqui para deixar essa experiência surreal marcada.
Agradecer de novo todo o apoio de fé que tiveram em mim.
E desejar àqueles que tiveram que rodar para outros estágios, que seja proveitoso, que acrescente muito na formação de cada um.
E como é quarta feira, deixo a polaroid da semana, com a musiquinha prometida!
Letra aqui: Lean On Me (Glee Cast.)
um relato sincero.
Eu não sei ao certo o porque abri a caixa de texto do blog… Acho que no fundo tenho vontade de escrever algo mas às vezes parece entalar na garganta, ou melhor, os pensamentos não se transmutam em batidas no teclado a fim de tornarem as frases conexas…
Confusão mental acho que define bem…
Andar pela Unesp e perceber que ela já não está me pertencendo mais como antes, mas ao mesmo tempo não ter um outro lugar de pertencimento… Ter cobranças sobre atitutes estereotipadas da sua profissão, as quais você ainda não tem… Ver que muitos dos seus colegas já as tem e se questionar até que ponto tudo isso é real, ou melhor, válido…
E toda essa confusão aparece de dois jeitos: Distanciamento e /ou irritação.
Eles escondem o medo, o cansaço, a incerteza e acabam de uma maneira inadequada perturbando, machucando, irritando pessoas que eu gosto e convivo.
Então esse post acaba funcionando como uma breve desculpa e um relato sincero para aqueles que ando perturbando ultimamente mesmo sem querer.
Só espero em breve achar o meu lugar ou uma maneira mais adulta de lidar com tudo isso.
Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal…
Eu sei que eu nunca fui normal, eu sei. desde pequena tenho minhas peculiaridades que eu sei que me diferenciam em algum grau das pessoas, e isso sempre foi demonstrado pelo fato de que nunca fui a popular, a padronizada, a previsivel; mesmo quando eu tentava ser normal eu não conseguia, simplesmente não tinha abertura para isso. Eu não vestia as mesmas roupas, não gostava das mesmas músicas, eu não vivia na tendência e por isso os bons e fiéis amigos, também pouco normais e padronizados, foram chegando de um jeito ou de outro, nada forçado.
Minha família já não partia de um pressuposto de familia convencional, meus pais não tem um álbum de casamento, mas de viagens que fizeram com os amigos quando namoravam e depois que passaram a morar juntos, minha mãe não tem um vestido de noiva guardado e nunca foi a favor de convencionalismos caso vc não os queira, além do mais nunca tive a obrigatoriedade de apresentar namorado em casa e quando apresentei o ‘meu homi’, meu pai só perguntou que time ele torcia, ou seja, nada do que a familia margarina pede, não é?
Eu não tenho um labrador, mas eu tenho 4 dobermans. Isso também já define muito.
A única coisa que me encaixa como normal é como uma estudante, numa universidade pública, preocupada com o futuro, e mesmo assim não me encaixo perfeitamente porque eu não micareteira (quem é da unesp sabe a quantidade de micareteiros nesse lugar), tão pouco bebo p/ dormir encostada na privada, ou seja, bom senso eu tenho, coisa que o normal não pede.
Até na área de atuação dentro da psicologia eu fujo do normal, eu estudo luto, sim, pessoas enlutadas, e eu amo estudar isso, eu amo atender essas pessoas, entender o sofrimento delas – mesmo porque passei por uma perda mais do que próxima, o que me deixa no mínimo empatica a essas pessoas – e quando falo isso as pessoas se assustam. A pesquisa que tanto comento aqui e no twitter é sobre isso, sobre enfrentamento de luto em pais, e eu amo esses pais como se eles fossem minhas jóias, eu tenho uma paixão nessa área que eu vejo muito psicólogo formado não ter e fazer tudo pelas coxas. Mas não é normal vc ter paixão pelas coisas, muito menos quando o assunto é tabu como morte, então passei a ser conhecida por alguns como “a menina do luto”. ¬¬’ O fato é aqueles que atendo, converso, e participam da pesquisa valorizam muito todo o trabalho e isso me fortalece, para eles é ótimo eu não ser normal e estudar algo que todo mundo foge, tem medo, fica pirado.
Eu me completo na minha não convencionalidade, sabe…
E resolvi escrever todas as coisas aparentemente sem nexo só porque hoje de manhã eu refleti por poucos segundos e lembrei que quando eu era pequena eu queria ter uma kombi/trailer e viajar por ai, eu queria conhecer o mundo e hoje me pego buscando um emprego normal, ralando para manter minha bolsa de pesquisa e tendo o que eu consideraria no passado como uma vida normal.
Mas ai é que está… ela continua não sendo normal, dentro da normalidade da sobrevivência em nossa sociedade eu achei as minhas peculiaridades e as tornei produtivas, p/ mim e para os outros.
E isso me realiza.
Então, p/ 2010 o que eu quero? Que eu continue com minhas particularidades, minhas diferenças, minhas realizações, com ‘meu homi’ cabeludinho, escutando muito AC/DC.
E mesmo se um dia eu e ‘meu homi’ tivermos nossa família doriana, eu sei que ela continuará a ter suas peculiaridades, suas diferenças e eu vou gostar muito, mas muito mesmo disso.
Porque como dizia John Lennon, “Ser normal é para os fracos.”
Shuffle ligado.
Quando eu disse que 2009 estava fodendo com meus ídolos de infância, não era brincadeira!
Hj. dia 20. foi a vez de mais uma… Reforço: Xuxa, abre o olho, colega.
A da vez foi a Brittany Murphy, não lembra dela? Ela foi uma das “Patricinhas de Bervelly Hills”… Sim, a que era desajeitada, meio ogrinha e gordinha..
Aliás, a atriz que andava magérrima de tempos para cá me fez questionar com sua morte sobre o que poderia ter causado um ataque cardíaco em alguém de apenas 32 anos. As teorias já começaram, mas não entrarei nelas. Apenas desejo mta paz para a família, para ela e que 2009 pare de fazer o limpa em meus ídolos do passado.
Brittany é a mocinha no meio.
Rest in peace.
Calma. Se aliene. ¬¬’
Eu me estresso muito, mas eu não tenho como evitar!!
Você chegar p/ ver a pré matrícula de estágios e saber que o Reitor da Unesp simplesmente cancelou contratação de prof. e por isso 24 (VINTE E QUATRO) VAGAS de estágio foram suspensas p/ quem, oi?, NECESSITA faze-los p/ SE FORMAR, é impossível não se estressar…
É impossível também porque você escuta do resto dos professores, quando vc vai IMPLORAR p/ que abra mais UMA vaga em cada um dos ainda oferecidos, a seguinte resposta: E EU COM ISSO?!
E vc com isso, amado(a)… Que da sua universidade sairão 50 psicólogos, não digo medíocres pq todos suam muito a camisa ali e correm por fora p/ aprender mais alguma coisa do que oferecido na sala, mas no mínimo sairão sem experiência de PRÁTICA p/ o mercado.
Mas e vc com isso, não é verdade? Vc tem 90 mil anos de prática, vc está cagando mesmo se a gente terá 1 ano. Realmente, vc não tem nada a ver com isso, porque vc não tem SENSO POLÍTICO, vc não tem pensamento COLETIVO/SOCIAL, porque o seu EU CRISTALIZADO está dominante, seu umbiguismo reina e infelizmente eu vejo isso se repetindo nos seus amados e puxa sacos alunos.
Realmente é algo que eu não devo me estressar né? Que eu devo livrar o meu apenas, porque sim, isso eu tb escutei. Tipo, passar por cima de quem for e consiguir os meus e foda-se que não tem vaga p/ todo mundo. FODA-SE O CARALHO!!! Todos ali vão ter um CRP em um ano, vão p/ mestrado, aprimoramento, vão ser meus colegas e vão refletir a imagem DA CLASSE DE PSICÓLOGOS então eu tenho que pensar no deles TAMBÉM!!!!
Mas tudo bem, eu não preciso me estressar né? Pq afinal, a classe já é tão desunida que nego, na sala de aula ONTEM, NO 4º ANO, não sabia nem o que era o ATO MÉDICO. Não sabia que tinha sido aprovado, que PRECISAMOS recorrer senão oi? Médicos fofos como patrões, mais clientes p/ eles muito menos p/ gente. Não tem uma cláusula no ato que proteja a gente, mas e ai, agora vc quer garantir só o seu também? Tem como não pensar na classe agora? Tu vai ter que virar capacho de médico, gostou???
Mas eu não vou me estressar, sabe… Eu posso abrir uma floricultura, eu posso clinicar em off, eu posso me alienar como alunos e professores fazem. Pq se um UNESPIANO, um estudante de UNIVERSIDADE PUBLICA, que é tido como engajado e não alienado mas na verdade é um poço de ignorância, então eu não tenho forças p/ não me alienar não é mesmo?
VERGONHA DESSA UNIVERSIDADE, VERGONHA DESSE PAIS, VERGONHA DESSAS PESSOAS!!!!

O CRP está com a campanha contra o ato e se você puder ir NESTE endereço e deixar seu nome e email já vai nos ajudar.
Obrigado desde já.
Iggy no Planeta.
“Iggy Pop pede para fãs invadirem palco e seguranças agridem público em SP”
Iggy chamou o público para lhe fazer companhia. A “invasão”, a convite, acabou mal. Seguranças agrediram quem tentou se aproximar do cantor –inclusive fotógrafos. A assessoria de imprensa do Planeta Terra pediu desculpas pelo ocorrido e informou que eventuais danos materiais (como máquinas fotográficas) seriam ressarcidos.
(Iggy está sentado em sua cadeira, enquato você está com hematomas.)
Isso é uma coisa que eu acho o fim.
Eu gosto do Iggy, mas acho um uóh artistas que sabem que a segurança dá relaxo, espanca, não está nem ai e mesmo assim fazem esses “convites” ou resolvem sair no meio da galera (por exemplo o vocalista do Green Day, que eu não sei o nome, mas já vi em duas premiações ele fazer isso e os seguranças espancarem fãs).
P/ que fazer isso? Sempre vai ter os fãs exaltados que vão querer sim responder ao convite, que vão querer tocar na pessoa, tirar foto ou o que seja.
Acho que é uma falta de respeito com todos aqueles que estão assistindo, porque mesmo que eu não seja o fã exaltado, surtado que quer agarrar o artista, eu estou ali no meio da muvuca e me f*** também de graça.
Além do mais o nome já diz, são FÃS, eles querem o contato com esse artista que é intocável, mas que quer fazer o legal, o da galera, mas tendo uma tropa ogra de seguranças.
Palhaçada sem fim define.
O inferno… são os outros.
Nessa semana o fuá da vez foi sobre aquela moça, da Uniban, que quase foi linchada na faculdade por ter ido com um microvest e acabou tendo que sair escoltada da faculdade embrulhada em um jaleco que seu professor e amigos – um pouco conscientes ainda bem – arrumaram para ela.
Eu fiquei me perguntando o que levou realmente os alunos a agirem assim… Pelo visto ela já estava marcada há muito devido ao seu estilo, mas apenas o que se divulgou foi que duas meninas começaram a fechar o cerco com ela no dia do ocorrido, sendo que em poucos minutos os, praticamente, 5 mil estudantes já se alvoroçavam contra a moça.
Não vou cair no senso de “Ah, mas ela é putinha”, ou “também se veste assim quer o que?”…
Eu realmente acho que você deve se vestir de acordo com o local que você freqüenta, em forma de respeito aos outros, mas acho que atitudes brutais de preconceito e violência são totalmente desnecessárias, independente do que motive tais atitudes.
Se teve a rivalidade por invejinha, folga, putisse… I don’t care. O fato é que nada justifica um comportamento em massa tão degradante para com qualquer pessoa.
Talvez se fosse um homem que tivesse aparecido nu e com o pauzinho duro este provavelmente seria alvo apenas de comentários e seria retirado por seguranças, mas como foi a moça – pelo visto já com fama – que apareceu em trajes inadequados para a ocasião então os ogros “portadores da boa moral social” resolveram tocar o terror e queimar a bruxa, não é isso que eles deveriam fazer? INSENSATO. OGRISSE. FALTA DE RESPEITO.
As pessoas já crescem ignorando o outro, falam “eu te amo” para amiguinhos e na mesma semana estão xingando a bestfriendforever de puta porque essa pegou geraaaal na balada.
Não há mais o existir do outro no mundo, há o existir de cada um, a seu modo, sendo esse apenas o correto e adequado. Quantas recalcadinhas venho conhecendo durante a vida, nas suas mais diversas expressões, que possuem atitudes sociais mais veladas e de acordo com a “moral”, fazendo-se de moças recatadas, as dtas fofas, que se vestem com roupas mais cobertas, entretanto são exatamente iguais ou uma versão piorada das ditas como mesmo? Vadias? Entretando acabam passando mais desabercebidas, imunes aos linchamentos e exclusões sociais pois seu produto social real é velado, possuem uma persona Madona (menciono a Vrgem Maria e não a cantora. ¬¬’) enquanto seu Self traz uma Madalena. Compreendem?
O ponto que quero abordar e não me estender mais é: Porque o velado é respeitado e o escrachado não? Porque a mocinha que se veste do jeito que quer e não o que o social moralmente correto pede é a que se fode e é linchada enquanto a recalcadinha fica lá dando horrores, porém considerada socialmente adequada em alguns pontos, é tida como o modelo de menina boazinha?
Acho o cúmulo o não se mostrar, o não dar a cara à tapa, o não ser quem realmente se é. E acho pior aqueles que querem bater nessa cara que tem a coragem de ser o que quer ser, mesmo que isso desagrade o que tal sociedade, ainda patriarcal, manda.
Respeito. Passe a diante. ;)
Uma coisa que sempre me revoltou muito é o fato de certas pessoas folgadas ficarem ocupando os bancos reservados do bus/metrô/trem quando uma pessoa que deveria estar ali sentada é obrigada a fazer a viagem de pé.
Já arrumei muita briga por causa disso quando andava de metrô/ônibus com minha avó e marmanjo com barba na cara simplesmente fazia que estava dormindo. Não dava outra, eu acordava o fdp e mandava ele levantar e se me pegasse num dia atravessada ainda escutaria uns bons e altos palavrões.
Enfim, hoje não tenho mais minha avó p/ reinvindicar o lugar a ela, mas todo dia esbarramos na mesma situação de idosos necessitando sentar em um ônibus lotado e pessoas fazendo o sono pesado. Ou mesmo gestantes ou deficientes que são obrigados a dar um jeito porque o fofo ou a fofa não quer dar o lugar.
A campanha que Bauru começou a fazer, utilizando cartazes nos ônibus, é um começo.
Achei digna, mas acho que temos muito ainda a conscientizar o pessoal, especialmente aqueles que dizem: “Ué, mas o banco especial já está ocupado, não vou levantar daqui, do MEU banco, que não tem sinalização“… Sim, essa raça existe.
Espero que esses mesmos que estão tirando sua pseudo soneca esteja ao menos de olhos abertos p/ dar uma lidinha do cartaz e pensar que amanhã talvez sejam eles que necessitem do lugar.
Aliás, Feliz dia dos Idosos.
=)
Love it.
Música especial. Dia especial. Cantora especial.
E tudo isso faz parte de mim.
=)
(Janis Joplin. Cry Baby. 1970. Live Toronto.)










