Archive for the ‘Devaneios’ Category

Sweet, Charlie Brown…

De Tiny Dancer.

Saudade da infância… Onde TUDO era mais simples…

Feliz Dia dos Pais!

Passei pelo blog da querida Uaba, e lá estava:

A música é sobre como o pai deve aproveitar cada momento com sua filha, pois ela crescerá e existem coisas que não voltam mais.
história por trás desta música é interessante. Steven estava dando banho nas duas filhas de 3 anos, mas sua cabeça estava no trabalho. As meninas, enquanto ele arrumava as coisas no banheiro, em vez de vestirem o pijama, vestiram seus vestidos de princesa e queriam brincar de Cinderela. Ele, sem paciência, mandou as duas para a cama.
Depois, Steven sentou-se para trabalhar e começou a pensar em sua filha mais velha, de 21 anos. Ele havia aproveitado todo o tempo com ela, e achou que não era justo o que fez com as duas pequenas. Escreveu a música pensando em todos os pais que, por conta desta vida de correria, não aproveitam todos os momentos com suas filhas, e, de repente, ela cresce e isso não volta mais.

Quando li a letra da música comecei a chorar. Lógico que lembrei do meu pai. Sei como ele é cuidadoso comigo, sempre fez tudo por mim – também choro enquanto escrevo isso. Então penso nesta música na perspectiva da filha, que também deve aproveitar todos os momentos com seu pai querido, pois um dia ele também não estará lá.

Pois então, eu também parei, pensei, e obviamente meus olhos também se encheram de lágrimas…
Fica o lindo vídeo para vocês.

Longe…

E a gente para, pensa e se vê orando por aquele que a gente nem conhece…

De Tiny Dancer.

Tears For Fears – Everybody wants to rule the world by 80smusicisbestmusic

Come Away With Me…

Já encontrei um template novo do blog, mas só estamos esperando aparecer um tempinho para colocar e atualizarmos tudo o que precisa ser atualizado…

Passo aqui mais para discorrer beeem brevemente, quase um desabafo, sobre como ando paranóica… tá, mentira, eu não estou paranóica (Negando?),  eu ando preocupada mesmo em como lidar com as pessoas que me cercam respeitando o momento de cada um… É difícil demais você conciliar o seu momento com o do outro, tomar cuidado para não sair faíscas e contribuir de alguma forma para o amadurecimento de ambos; e eu não consigo muito bem, porque afinal, as histórias de vida são também, bem como o que eu e a pessoa aprendemos nessa jornada…
O fato é que quando momentos muito delicados tomam a vida de alguém muito próximo a você e você se vê obrigado a dedilhar esse momento com a pessoa, você tem que parar de enxergar o acontecimento como seu, do seu ponto de vista e entrar na alma do outro como se fosse a sua, porque, eu percebo isso lentamente, se não fizer isso, você continua a obrigar a pessoa a transpor passos que ela não deu ainda e que talvez ainda nem seja o momento de realizar. Então basta apenas a você ficar ali no suporte, no acolhimento e torcer que passe rápido, que a pessoa não sofra mais do que aguente, e ficar esperto para recolher qualquer caco que venha a cair e cicatrizar o que tenha que ser cicatrizado.

De Tiny Dancer.

Come Away with Me – Norah Jones by Dragaan

On a train…

Porque eu tenho vontade de ir, e então eu tenho vontade de ficar e quando me vejo estou a beira da linha vendo o trem ir embora sem mim.

De Tiny Dancer.

60′s again.

Época que me agrada por demais…
Polaroid de uma imagem de Raquel Welch e Música de Janis Joplin
1969.

Apesar de tudo.

Sim, eu sinto que há uma good vibe no ar, rondando e rondando.
Apesar da semana passada uóh e de hoje meu celular me abandonar já que amanheceu com o display ultra cagado e provavelmente sem salvação (com apenas 10 meses de uso), eu ainda acho que há um sentimento bom em mim… por vezes ele desaparece, mas na maioria ele se mantém… uma fé inocente ou só esperança, não sei.
O fato é que voltou o momento de colocar as contas na ponta do lápis e refazer planos…

Que eu tenha sanidade para desistir de algumas coisas se caso for necessário.

Eu deveria estar fazendo outra coisa.

Hoje de manhã foi aquele dia que eu deveria ter perdido a hora…Mas eu não perdi…humpft.
Manhã chata que eu não pude me esquivar e eu ainda levei “pito”…
Não gosto. Momentos assim deveriam ser passados adiante.
Hora de eu me decidir por algumas coisas…

E pelo visto eu deveria ter sumido a tarde tb… Dia bizarro da poha.

Polaroid de hoje.

Como prometido venho colocar mais uma polaroid.
E a dessa semana é esta aqui:

Simples. Ando nostálgica demais, tudo me remete a uma saudade de um tempo que não vivi, a cheiros, sensações de outro tempo e essa foto representa bem.

who am I?

Apesar de ultimamente eu não me sentir eu mesma (Esquizofrenia, oi?) posso dizer que hoje, no começo da noite, ao cumprir decentemente a um convite/intimação no grupo de estudos que frequento, me senti bem. Voltei a me sentir eu mesma por enquanto, provavelmente amanhã quando eu fizer algo em que eu não me entregue 100% (não por maldade, mas talvez incapacidade) eu voltarei a sentir que falta pedaço…
Mas por hoje está bom, fiz muito bem algo que achava que iria fracassar e ainda, quando cheguei em casa, dei um passo de realização pessoal em algo que sempre tive dificuldades, mas tal dificuldade penso que existia anteriormente porque naqueles momentos eu estava com medo de mim, e hoje, pelo menos agora, não estou.
Neste momento essa Vanessa está me fazendo bem.

Nostalgia.

Momento nostalgia de hoje foi minha ida numa feira livre.

Sim, me deu a larica de pastel de feira e lá fui eu caçar uma feira livre em Bauru, e para minha sorte tinha uma perto da clínica que faço terapia. (Sim, eu faço terapia, é bom, eu recomendo!)
Sai da terapia e fui caçar pelas ruas, para minha surpresa as feiras em Bauru acabam por volta das 11:30, pois cheguei lá esse horário e as barracas já estavam sendo guardadas…
Em Sampa, a terra do pastel de feira, elas costumam ser desmontadas por volta das 14hrs apenas, logo choquei. A feira não estava muvucada, na verdade tinha apenas a que vos fala e dezenas de Kombis – nunca vi tanta kombi juntaaaa –  e os tios das barracas.
Mas foi interessante pelo insight que me proporcionou.

A nostalgia se encontra no fato de eu estar sozinha na feira, sendo que sempre vou na feira com outras pessoas, mas em especial porque ia com minha avó quando era petica, na verdade era nosso passeio favorito, ir na feira comer pastel e comprar as coisas. Era uma delícia.
E ver aquela feira hoje sendo desmontada e eu ali sozinha, percebi o quanto minha vida mudou nesses anos, que aquele passado se desmontou e hoje, sem ela, me vejo sozinha em vários momentos de minha vida. E a saudade bateu. Bateu forte.
Especialmente porque chego em casa e não encontro mais seus abraços.

Saudade é algo cruel.

Mas que dado diferente! Me dá um de enfeite?

Sim, estou ausente e acreditem nem mesmo assim eu dou conta de meus afazeres, logo ando TENSA.

Mesmo com tudo isso resolvi hoje me dar um tempo de folga, depois do Projeto Sorrir, e migrei com ‘Meu Homi’ para o shops e para completar o entretenimento ahá! Em plena praça de alimentação haviam meia duzia de gordinhos-nerds-com-camisetas-de-banda jogando RPG. Sim, em pleno sábado a tarde e no meio do shopping.

Apesar de eu estar em tom de zueira achei digno, sabe? Eles arrumaram um meio de sair do cafofo habitual e se enturmarem em um lugar, penso que, mais ameno. Por mais que estivessem entretidos em meio a dados multi coloridos, planilhas e outras coisas, estavam ali num lugar mais social, num ar condicionado, com direito a verem pessoas REAIS. E apesar de ‘Meu Homi’ tentar me explicar – porque o passado dele o condena – eu não consegui entender nem que jogo era e nem para que serviam tantos dados.

Agora vai uma nota de meu passado: Apenas uma vez fui chamada para jogar RPG e dei relaxo… Foi junto com a , que deu relaxo também… Lembro que estava tudo tão boring zzzz, que catei um baralho na mochila – digamos que meu passado tb me condena – e começamos a jogar truco no meio do joguinho dos nerdzinhos.
Óbvio que não prestamos atenção e que praticamente jogaram para a gente, mas confesso que pelo menos eu sai frustrada daquela situação, porque a mocinha que nos convidou veio se justificar quando iamos embora:
“Ai gente, desculpe, escolhi um RPG chato. Vamos tentar marcar de novo para ver se vocês gostam mais…”
Sériooooo.
Detesto gente legal, sabe? (
apesar disso ser assunto para outro post), gente que mesmo quando VOCÊ que deu a mancada vem fazer a gente fina e acaba te deixando culpado.
Mas não, não voltamos para uma nova rodada. Era demais para nós e para a mocinha, que lógico, por mais legal que fosse, não nos chamou de novo.

A única coisa que guardo disso são os dadinhos multi color de n lados.
Sim porque hoje, na mesa dos nerds-gordinhos-com-camiseta-de-banda, haviam centenas desses dados, além do mais, lembro de uma vez papai encontrou um desses na rua, achou “fofo” e trouxe para mim de presente. ¬¬’

Sinto que devo ter alguma sina a cumprir com isso tudo.

A saga do mouse.

Faz o que? Uns dois meses, já? É por ai… Faz uns dois meses quase que eu cai na abobada idéia de me relacionar com a Dell Computadores. Após a saga do note, começou a saga do mouse, porque eu “ganhei” um mouse deles, e o ganhar de 90 reais pago em novembro ainda não chegou e como eu “ganhei” eles esperam que eu não reclame por não ter recebido. Mas eu reclamo, eu reclamo muitoooo.
E reclamei hoje, mas diferente dos outros dias, um rapaz de extrema educação e atenção me atendeu, foi o que me acalmou, porque eu já liguei lá no terror, sabe? Tanto que tive até vontade de rir quando ele me disse: “Seu mouse vem dos EUA, o remetido do site é que o EUA mandou o seu mouse, ainda tem que passar pela alfândega, pela dell para depois ir para a transportadora“.
Nessa hora eu já tinha entrado em desamparo aprendido, é aquele momento que vc nem tem mais forçar e saco para discutir, vc só deixa quieto com um “aham”, então eu descobri que desamparo aprendido também faz o outro organismo responder ao ambiente, porque depois dos meus “ahams”, o mocinho disse “Olha, vou dar uma outra checada no seu pedido” e voltou com a resposta “Seu mouse vai chegar até dia 14 ai na sua casa, ele já está na rota!“. Nessa hora, em que eu recebi um reforço (Skinner feelings), eu já ia fazer algo inadequado como uma piadinha sobre o mouse estar na rota, mas eu guardei para mim, né? Apenas fiz o esperado, agradeci, confirmei se a transportadora ia agendar entrega e pronto. Fui um ser humano adequado com um agente estressor (= Dell)

Nossa, acho que estamos perto do fim do mundo mesmo.

Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal…

Eu sei que eu nunca fui normal, eu sei. desde pequena tenho minhas peculiaridades que eu sei que me diferenciam em algum grau das pessoas, e isso sempre foi demonstrado pelo fato de que nunca fui a popular, a padronizada, a previsivel; mesmo quando eu tentava ser normal eu não conseguia, simplesmente não tinha abertura para isso. Eu não vestia as mesmas roupas, não gostava das mesmas músicas, eu não vivia na tendência e por isso os bons e fiéis amigos, também pouco normais e padronizados, foram chegando de um jeito ou de outro, nada forçado.
Minha família já não partia de um pressuposto de familia convencional, meus pais não tem um álbum de casamento, mas de viagens que fizeram com os amigos quando namoravam e depois que passaram a morar juntos, minha mãe não tem um vestido de noiva guardado e nunca foi a favor de convencionalismos caso vc não os queira, além do mais nunca tive a obrigatoriedade de apresentar namorado em casa e quando apresentei o ‘meu homi’, meu pai só perguntou que time ele torcia, ou seja, nada do que a familia margarina pede, não é?
Eu não tenho um labrador, mas eu tenho 4 dobermans. Isso também já define muito.
A única coisa que me encaixa como normal é como uma estudante, numa universidade pública, preocupada com o futuro, e mesmo assim não me encaixo perfeitamente porque eu não micareteira (quem é da unesp sabe a quantidade de micareteiros nesse lugar), tão pouco bebo p/ dormir encostada na privada, ou seja, bom senso eu tenho, coisa que o normal não pede.
Até na área de atuação dentro da psicologia eu fujo do normal, eu estudo luto, sim, pessoas enlutadas, e eu amo estudar isso, eu amo atender essas pessoas, entender o sofrimento delas – mesmo porque passei por uma perda mais do que próxima, o que me deixa no mínimo empatica a essas pessoas – e quando falo isso as pessoas se assustam. A pesquisa que tanto comento aqui e no twitter é sobre isso, sobre enfrentamento de luto em pais, e eu amo esses pais como se eles fossem minhas jóias, eu tenho uma paixão nessa área que eu vejo muito psicólogo formado não ter e fazer tudo pelas coxas. Mas não é normal vc ter paixão pelas coisas, muito menos quando o assunto é tabu como morte, então passei a ser conhecida por alguns como “a menina do luto”. ¬¬’ O fato é aqueles que atendo, converso, e participam da pesquisa valorizam muito todo o trabalho e isso me fortalece, para eles é ótimo eu não ser normal e estudar algo que todo mundo foge, tem medo, fica pirado.
Eu me completo na minha não convencionalidade, sabe…
E resolvi escrever todas as coisas aparentemente sem nexo só porque hoje de manhã eu refleti por poucos segundos e lembrei que quando eu era pequena eu queria ter uma kombi/trailer e viajar por ai, eu queria conhecer o mundo e hoje me pego buscando um emprego normal, ralando para manter minha bolsa de pesquisa e tendo o que eu consideraria no passado como uma vida normal.
Mas ai é que está… ela continua não sendo normal, dentro da normalidade da sobrevivência em nossa sociedade eu achei as minhas peculiaridades e as tornei produtivas, p/ mim e para os outros.
E isso me realiza.
Então, p/ 2010 o que eu quero? Que eu continue com minhas particularidades, minhas diferenças, minhas realizações, com ‘meu homi’ cabeludinho, escutando muito AC/DC.
E mesmo se um dia eu e ‘meu homi’ tivermos nossa família doriana, eu sei que ela continuará a ter suas peculiaridades, suas diferenças e eu vou gostar muito, mas muito mesmo disso.

Porque como dizia John Lennon, “Ser normal é para os fracos.”

Things

Uma listinha bonitinha que re-postei do tumblr da paoolinha.
Passem lá no COOKIE LISÉRGICO e confiram, caso tenham interesse, é claro.

Beijo, da Tia Nessa.