#4 – Waiting…

Aguardando os respectivos reforços positivos (e porque não, até os negativos, né?) para os comportamentos emitidos ao longo deste último e ambíguo ano.

#3 – Sentimento.

Me representa:

#2

Será que as pessoas não cansam de divulgar, nas redes sociais, o como suas vidas são lindas e ainda exemplifica-las com citações de Clarice Lispector, Caio F. Abreu e frases auto ajuda em geral, sendo estas últimas as “dicas” de como você, é, você mesmo, pode ter uma vida cor de rosa assim também?
Pergunta longa e que não consigo obter a resposta.
Tá, mentira, psicologicamente eu até sei a resposta.
Mas conto em outro post.

#1

Eu ainda estou limpando os respingos de sujeira que 2011 lançou… ainda não me considero em 2012 completamente, mas este parágrafo é simplesmente porque preciso de justificativas cabalísticas/astrológicas/wherever para aguentar as frustrações – que bom dia? Não tem sido tão poucas assim.
E eu xúuuro que estou fazendo minha parte em tocar a minha vida, seguir meus planos e blablablazzz. Mas tem uma hora que sai do nosso controle e temos apenas que esperar… porque até para rezar está complicando, a gente já percebe uma certa impaciência até do além com as nossas lamúrias…  E vou condená-los? Nem. Sou super empática com esta impaciência.
Cogito em retomar meu bloco de notas para me acompanhar no carro/bus/metro/etc e quem sabe os posts voltem com mais frequencia, mas não é uma promessa, eu apenas cogito… Assim como cogito em me manter saudável, em ser mais tolerante com os terroristas que postam fotos de pessoas/animais multilados na TL do meu FB, em ser mais paciente com o mercado de trabalho, em me manter disposta a continuar lutando pelas coisas que acredito…
Promessas tem um peso grande, cogitar deixa a gente mais a vontade, e talvez, com mais disposição para conseguir realizar…
No mais, espero que 2012, caso já tenha começado de fato para você, esteja bom, seja bom e feliz. Caso você se encontre na mesma vibe que eu, na qual 2012 pode começar lá para outubro ou dezembro, então que até lá vivamos bem, tranquilos e sim, porque não, felizes.

Sagrado.


Se conselho fosse bom a gente vendia, não é mesmo?
Mas, devido ao espírito natalino (#not), vou dar uma dica!

Nunca, eu disse, NUNCA!!! Troque o seu sagrado por algo material…

O seu sagrado pode ser qualquer coisa… um dia, uma pessoa, um momento, uma crença, etc…
Cada um tem o(s) seu(s) sagrado(s), pode ser apenas um ou mesmo inúmeros, mas todos tem os seus sagrados…
Se você acha que não tem, pense com calma, pois você apenas não o discriminou ainda, mas está ai… jogado em algum canto em sua vida…

Eu fiz essa bobagem esse ano… eu troquei o meu sagrado por um possívelque eu sabia que era mais impossível do que possível – futuro financeiro…
Me fizeram crer – e eu me deixei levar a isso devido há inúmeras questões que ainda tenho que tratar em terapia – que eu deveria abrir mão do meu momento, dia mágico – valor que existe desde meu nascimento praticamente – em troca dessa improvável segurança futura….
Troquei. Me ferrei.
Passei um péssimo momento, sozinha, magoada, cansada, frustrada, etc… e não consegui a tal segurança prometida.
De nada valeu trocar o meu sagrado… apenas sobreviverApenas agradar os outros

Esqueci de agradar a mim mesma…. de passar com pessoas queridas, de ter os rituais que eu costumo, de RENOVAR A FÉ neste dia, e iniciei meu novo ciclo com insegurança, e com vazio…

Exagero não. Eu violei o que eu não queria e não devia ter violado… e pelos outros e por algo mesquinho que eu sabia que não ia dar em nada, uma vez que eu sou razoavelmente boa em discriminar contingências futuras mas não sou boa em ser DONA DE MIM.

Enfim, novamente. Não viole o seu momento/dia/rito sagrado….
Nada justificará isso…
Acredite.

Lentes cor de rosa, onde vocês estão?

Não está fácil para ninguém…

Source: vi.sualize.us via

Ou está…
Sempre está mais fácil para alguém….

Voa borboleta…

Quando acabamos de fazer tudo o que viemos fazer aqui
na Terra, podemos sair de nosso corpo, que aprisiona
nossa alma como um casulo aprisiona a futura borboleta.
E, na hora certa, podemos deixá-lo para trás, e não sentimos
mais dor, nem medo, nem preocupações – estamos livres
como uma linda borboleta voltando para casa, para Deus…

(Roda da Vida – Elizabeth Kübler Ross).

Essa é uma das minhas autoras favoritas e uma das mulheres que mais me inspira como pessoa e como profissional…
Ela escreveu sobre o morrer, a morte, a vida, a vida após a morte, depois de anos de dedicação aos pacientes terminais.
Liderou estudos significativos na medicina, psicologia e tornou a saúde mais humana.
Ela me auxilia a sensibilizar-me quando o choque acontece, seja no trabalho no hospital, seja em minha vida particular…

E choques são o que não faltam…

Eles são mais intensos quando perdemos alguém querido, especialmente quando não esperávamos pela perda, quando acontece com aquela pessoa doce, sensível, humana, que você via uma vida linda e promissora para ela…
A partida abrupta, repentina, penso que não deve ser processada pelo nosso cérebro, nossa cultura, ou nossa humanidade… a morte de jovens muito menos…

Não digeri, não aceitei e não concordo com a partida de uma pessoa muito querida que ocorreu essa semana…..
Vou acabar aceitando, é o processo natural do luto, mas concordar? A gente não concora NUNCA. A gente não concorda com perda alguma.
Quando a gente perde, quando alguém morre, morremos juntos… temos que nos transformar em um outro, uma marca fica e isso já fará toda a diferença daqui por diante.
Mente, ou muito grosseiro ainda está, aquele que diz que saiu do mesmo jeito após uma perda…
Não sai, não tem como sair.
Somos levados a confrontar a realidade da finitude, do outro e da nossa… confrontar a realidade que não veremos mais aquela pessoa, ou a ouviremos… Ficam as lembranças, as fotos, a dor, a saudade.
Saimos modificados do processo… crescemos, nos machucamos, tentamos aprender algo…
O sentimento da falta se faz presente… a falta de não ter ligado mais, mandado mais mensagens, tirado aquela foto, ter feito aquela viagem, ter dado mais risada, ter abraçado por mais tempo…
A falta do outro, a falta do seu antigo eu, a falta por VC ter sobrevivido e o outro não.

Entender o porque de fato aquilo aconteceu, porque a pessoa e não você, porque daquela forma, porque naquele momento…  Ninguém entende.
Nenhuma religião ou teoria científica…

Nada cala a sua dor, a sua falta, os “e se…”.

E mais uma vez eu tenho que morrer junto, nascer de novo, remediar para cicatrizar rápido… o mundo me pede para que eu cicatrize rápido. A lista de pacientes para atender manda que eu cicatrize rápido…
Mas cicatrizar não quer dizer apagar… a marca fica.
As marcas sempre ficam…

Vai em paz minha prima querida. Ilumine onde estiver como você iluminou nossas vidas, como vc me iluminou em minhas passagens rápidas por sua casa, em nossos encontros ligeiros, mas repletos de risadas, alegrias, e amor.
Fique bem, fique tranquila…
Você se libertou desse casulo… e virou borboleta outra vez.

#Mais uma

E todas as vezes são assim… felicidade na vinda e drama na volta…

A segunda/fim de feriado sempre chegam… e tem como burlar?

Não me contaram ainda, pelo menos.

Mas o que a gente faz quando cansou de voltar?

Não há uma vinda que eu não reze para permanecer…

Mas pelo visto estou pedindo demais…

#Terapia.


Não adianta, quando eu venho para a cidade sanduiche-iche-iche eu me sinto mais leve e procuro guardar todos meus problemas no bolso até meu retorno na segunda pela madrugada – quando a agonia começa a bater.
Apesar dessa esquiva toda, eu continuo minha terapia aqui na cidade, sempre que posso é claro, e passei a ver como é complicado falar de problemas num local em que vc faz tudo para esquecê-los, então eu entro naquela salinha, sento naquele sofá, já pego a caixa de lenço no colo – porque eu sei que vai dar merda – e começo a tirar todos os problemas do bolso, obviamente sempre algum escapa, mas enquanto fico ali naquela uma hora ou um pouco mais, muita roupa suja é lavada, muita coisa é percebida e sempre a introspecção me invade na próxima hora de almoço, pós terapia, deixando esta mais silenciosa do que seria.
Essa semana não foi diferente… e ainda acrescentou alguma coisa… muita coisa do que falamos começou a ecoar durante o dia todo e continua fim de semana a dentro… é como se eu tivesse desatado o nó  e eu ainda não soubesse o que fazer com isso. Eu olho, observo, entendo o que aconteceu e penso “ok, e agora, Arnaldo?“, mas não veio a grande resposta ainda. Eu disse e ressalto: AINDA.
E sabe o que eu já notei – ainda pouco, pós-sessão?
1) Eu sabia, ano passado, que este ano, neste momento, eu estaria assim. Eu já tinha cantado minhas contingências e eu já sabia as conseqüências de longo prazo e mesmo assim eu comprei isso… Talvez pq eu tb soubesse que eu precisava passar por algumas coisas para ganhar outras beeeem no futuro e provavelmente, por não estar sofrendo diretamente tais conseqüências, elas parecessem mais leves.
Leve não é. Angustiante sim. Leve jamais.
E… que…
2) A vida das pessoas é muito bonita num FB… há uma necessidade beirando o sádico em se mostrar especial, bonito, realizado, sem problemas, angústias ou neuras… há a necessidade de preencher todos os quesitos rede bobo de televisão, não importa como, mesmo que seja puramente apenas em quanto seu login e sua senha estiverem conectados…
3) Eu não me encaixo neste padrão nº2… e por isso me angustio… pq, ao que eu percebo, sofre quem não faz o ignorante/alienado, quem não vive cantando sua felicidade para o mundo o vendo como unicamente seu umbigo.

Mas esse último tópico já vira assunto para um outro dia de salinha terapêutica.

notas rápidas.

Eu ando bastante mimimi, sabem?

Desde que eu tive a maravilhosa idéia de ir para esse aprimo é que eu não tenho tempo real e nem tempo/vontade de escrever aqui. pq para tudo a gente arruma um tempinho vai… mas sinceramente…  se eu entro aqui eu sei que vou desabar e compartilhar nossos desmoronamentos não é sempre tolerável pelos outros ou por nós mesmos.
Primeiro fato é: eu até poderia escancarar a alma aqui porque quase ninguém mais lê isso mesmo.
Segundo fato é: preciso realizar um limpa naquele fb para poder compartilhar idéias em paz.
Terceiro fato é: após ligeiras punições meu comportamento de reclamar se tornou comportamento encoberto, ou seja, eu não exponho mais – pelo menos naqueeeela quantidade – eu só penso e guardo.
E conta a lenda que guardar faz mal…  mas fazer o que…
A solução de tudo isso?
Sair da angústia que eu entrei devido a maldita incontrolabilidade que temos da vida e do futuro. e o medo que tudo isso gera.


Eu comecei esse blog, lá no spaces ainda, para falar da minha melancolia e geralmente eu usava a 3ª pessoa. Esquizofrenia ou repertório de enfrentamento… o fato é que a melancolia tem me chamado de novo pq os aversivos aparecem novamente só que em outras formas.

Não aguento. Não sei lidar. Muita coisa junto. Difícil é pouco.

Querer fulminar pessoas é pouco… e causa uma certa culpa ter esse sentimento de que para você existir decentemente o outro tem que sumir. Nada solidário. humano. nada.

Mas eu não quero a porra da melancolia de volta e nem falar em 3ª pessoa, eu quero a fase feliz e engraçada do blog de volta, mais do que isso. EU QUERO A MINHA FASE LEVE de volta.

Sabe quando você nem sequer vê saída para nada?

Cheguei nisso. de novo. e de novo não sei lidar.

Esperamos a mágica acontecer novamente.

Reflexos.


Eu estava lendo uns posts antigos do blog e me dei conta de uma coisa: Eu era mais animada, engraçada, feliz.

Sério.

Depois que vim passar essa fase (que Deus há de querer que é curta!!!) nessa cidade do caos, eu me tornei mais triste, amargurada, e sem assunto… ahhh. e sem amigos e saúde também…

Eu passei a fugir da terapia!!!! (Acho o cúmulo!!).

E a reclamar mais que o comum (que já era razoavelmente em grande qte)….

Na verdade eu retornei a uma condição que eu vivia antes de mudar para Bauru e que eu pensava que eu tinha me livrado forever, mas não. foi só o ambiente aversivo voltar e obviamente os comportamentos vieram com ele.

Confesso que eu era moooooooito pior do que me vejo hoje nas lamúrias, mas não é gostosa a sensação de retorno ao “fracasso” (Entre aspas pq são em pontos específicos na vida, como a compreensão dela em si e não em sua totalidade, compreendem? weeeeeird, I know.).

Enfim, é uma dicotomia na sensação de progresso (terminar uma pós num lugar dito fodão) e estar em uma cidade que representa tantas perdas, dores e aversões em graus diferenciados…

Preciso parar de fugir da terapia. Passo nº1.

18? Não, 12. o.O

Acho que serei uma mãe chatona…
Simples, vejo crianças com maquiagem, salto, roupas de mini-piriguetes… se comportando como “adultas” e tenho vontade de bater nos familiares/”cuidadores” (entre aspas porque estes não estão cuidando de fato) por permitirem que essas crianças pulem a melhor fase da vida delas por uma precocidade forçada pela mídia e aceita passivamente pela sociedade.
Vejo isso constantemente no Hospital, no metrô, na rua e só me pergunto: Onde vamos parar?
Sim, porque eu não entendo como saudável uma menina de 8 anos chorar pelo namorado, aliás, não é saudável nem ela ter um namorado… Meninas de 13 se preocupando com sexualidade que deveria maturar lá pelos 15…
E digo o mesmo dos meninos, que apesar de mais velado por não terem tanto o apelo da imagem, estão ali, sexualizando por músicas, palavras, gestos, quando deveriam estar brincando de carrinho…

BOA parte é cultural, é educacional, é modelo parental…
E me choca sim ver isso cada vez mais constante.

Me pergunto como essas crianças serão aos 20, 25 anos?

Tenho medo.

Até quando?

Como lidar quando aparece aquela angústia como se alguém colocasse a mão por dentro da sua garganta e apertasse com toda a força??

Obsessor? Encosto? Depressão? Putisse?

Independente da resposta, atualmente, não temos repertório.

Né?

Acho que eu postaria mais se eu tivesse como acessar o blog do meu celular, mas como ninja não somos e não trabalhamos com Androids, Iphones e similares, o blog fica mais de ladinho.

Aliás, só consigo postar agora pq estou de molho, sem voz, com dispensa rápida do selviço, e me preparando para a migração do fds. Tão esperada migração (mesmo que só por um fds).

Me sinto meio montanha russa, meio polipolar, momentos super animada (Tá, nem tanto) e momentos mimimi-cansei dessa merda.

Na verdade mais o último que o primeiro momento.

Mas só consigo dizer uma coisa com a mais pura certeza: Eu estou no lugar errado.

E ter essa certeza meio que atormenta pq você não tem como sair AGORA, fazer a troll na vida …

Você sabe que aqui não é o seu lugar e você tem que continuar dançando, sorrindo, e esse blablabla que vc não acredita e por vezes nem suporta.

My current status:

Dica:
Para comentar clique no post e ao final deste aparecerá o campo, ok? Beijos, seus lindos!
Tempo..
Onde mais…
Tumblr…
We ՏՁ It.
Tuitadas..
Busca rápida
Meu Mimo.
Notas no baú
Temas.